quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Se tudo fosse bastante grande para valer a pena.

Mas não é.
Nem sempre é possível agradar a tudo e todos. Só você entende o porque de tais atitudes e algum tipo de comportamento bizarro/agressivo/estranho que você possa aparentar.
Aliás, tudo é uma questão de aparência e isso deixa meu cérebro fatigado. Por que, mas por que vocês se importam demais com isso? Quem se importa?
Valeria a pena morrer por um sonho? [fugindo do assunto pré-estabelecido]
SONHOS. Ultimamente eles não têm me feito muito bem. Nada bem. Ah seria bom se eu pudesse pelo menos dormir, descansar o corpor cansado de tantas rasteiras.
Não, eu não estou me lamentando. Eu poderia ficar no chão gelado que ainda assim estaria ótimo.
Eu sei quem eu sou. Sei o que quero. Sei como conseguir isso. E ainda assim há algo que me impede de executar tais metas. Por que? Talvez porque meu corpo esteja em desacordo com minha mente. Não há equilibrio grande o suficiente para mim. Até porque, não vejo muita graça em seguir rotinas e tudo o mais. Eu quero mais é que se foda se eu uso calça justa e ando estranhamente, e que se foda esse tal de vestibular e todos esses rostos medonhos de pessoas que me cercam.
Não, eu não consigo mais aceitar/viver a realidade aqui, do agora. Simplesmente é tudo tão igual a tantas outras vezes, e eu nem consigo mais respirar.
Eu quero ser livre. E descobrir realmente o significado da palavra liberdade, por inteiro, e não pela metade.
Nem que seja de uma forma extrema.
SEm mais.
Nada de fatos pois estou cansada de contar histórias, eu vou vivê-las.
Lana.

domingo, 28 de outubro de 2007

Tudo que ficou.

Hoje eu estou tão do lar. Fazendo saladas, lavando louças, arrumando coisas, aaaaaaai essa rotina de fim de semana me confunde o cérebro. Minhas mãos recendem a detergente glicerinado. Mas nada importa, nada importa mesmo. E se estes forem [foram?] os melhores dias de nossas vidas, o que estaremos perdendo? O que determina a velocidade com que as horas passam? Heeein? Será que o tempo perdido aqui tem alguma validade? Na verdade eu queria abraçar o mundo apenas com as pontas dos dedos menores. MAs vamos por partes, já que tudo junto ao mesmo tempo parece implausível. Ahhh nem parece domingo, se não fosse por este programa de TV tão peculiar [FAustão] nem diria que é o primeiro dia da semana já.

Faltam 2 dias. Talvez até lá eu aprenda flutuar um pouco melhor e talvez não. Quem sabe o destino do sol amanhã? Será que o tempo será o mesmo de ontem? Não sei, as respostas eu não tenho pra te dar. Eu não tenho nada pra te dar. Alias, as coisas importantes realmentes estão todas aí, ninguém precisa te dar, só abra os olhos e ficará tudo tão mais simples do que é.








Fecho os olhos e tento respirar
pra te sentir comigo
e sigo em frente sem pensar que já
não sei mais meu destino. [Dance of days]


LAna.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um lugar (só) meu.

Olho para a fórmica em cima do armário e o que vejo? Há formigas no açucareiro. Até tento tirá-las, esforço vão. Tudo bem, o açucareiro e o açucar não são meus mesmo. Aliás, eu poderia contar nos dedos o que de fato me pertence nesta casa tão estranha e tão alheia a mim. A minha TV, a prancha, os meus livros, roupas e minha caixa de pertences. Só. O carro, não é meu. O sofá, não é meu. Tudo da FAMÍLIA. Aliás, eu penso que família é isto mesmo neah? Dividir tudo com todos. Meio socialista esta idéia, mas é assim. Pois é, mas esse ambiente familiar, tão aconchegante e tudo mais não me deixa respirar. Não, não são as pessoas. Pai, irmãos e cachorro. Não. É o lugar em si. Adoro a sala, lugar mais sem dono da casa. Aqui eu me esbaldo, eu comigo mesma. Nem no ônibus você tem lugar. Na sala de aula, você é um entre tantos outros e sua presença só é sentida na chamada. E o que dizer das tardes frias e praticamente alone no trabalho? Tudo tão estabelecido, uma rotina bem aceita e bem cumprida. Desde sempre.

Porém, logo vai mudar. Algo deve ser feito e, minha felicidade futura depende de uma decisão bem tomada, que já está girando em minha mente há tempos. Chega de dependência, vícios cotidianos, normas e regras e blá blá blás. Tudo é tão simples, basta ser feito. Ainda há um resquício de esperança, talvez.




LAna.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A tarde da sua ausência

Não sei porque, mas como diz meu irmão, eu sempre consigo o que eu quero. Não, não é prepotência minha, mas parece que algo conspira a meu favor. Orra, isso é bom pra caralho. Mas as vezes eu penso em como poderia ter sido se não tivesse acontecido. Dá pra entender? Com relação a tudo, àquela festa, àquela chuva, àquele escândalo pra poder fazer tal coisa. No fim, dá tudo no mesmo, sempre. E nem sempre vale a pena. Mas, raras vezes, o final é feliz, obrigada.

E é isto por hoje, só pra constar, só pra pensar, só pra eu deixar de lado e tentar me encaixar. Como eu não faço parte disto tudo. Alheia a todo esse universo em desconstrução.


Lana.

Trecho de uma música que entra no contexto aqui presente:

"Nunca vai ser tarde demais pra mim
Eu sempre consigo tudo o que eu quero no fim
Portanto não me trate como um perdedor
Apenas entenda como eu entendo o amor." [Criaturas]

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