domingo, 17 de fevereiro de 2008

Soco no estômago, parte I.

'Dói. Demora pra passar e ninguém percebe, porque é uma dor só tua.
E aliás, não é de interesse público que você não consiga respirar sem ajuda de ninguém, e mesmo assim você prossegue, só por pura luxúria.

E também não é como dor de cotovelo, bem invejosinha. Essa é tão simples de resolver, é só se exibir por aí com um outro cara bacana, boa pinta e tudo o mais.

Esta ou aquela, porém, tem uma coisa em comum: são causadas pelo próximo, geralmente quando ele não está próximo ou longe o suficiente pra que não possa ver-te o rosto.

E por que então, te atinge assim tão avassaladoramente esse sentimento cheio de saudosa repugnância de tempos incertos e bons? Aliás, se era bom, pois não existe mais e não adianta chorar o leite derramdado, fato.

Engole esse teu choro cretino e doído, cheio de saudade tão singular por alguém que nem o fez por merecer e olha a tua volta, assim fica tudo tão mais simples meu bem.

E vaaai, se arrisque de volta e quebre a cara de volta e chore mais uma vez, neste teu ciclo estúpido de paixões corrídas de ódio e amores levianos.


Mais uma vez, eu digo e repito de volta e mais 20 vezes se assim preciso for.'



Por Allana, totalmente sóbria e ciente de seus atos/consequências.

Triste fim de Baltazar da Rocha_Charme chulo/Poléxia.

1 comentários:

Greyci disse...

Ah, nunca levei soco no estômago...o mais perto que cheguei disso foi ter caído do beliche com a barriga em cima da cabeceira da cama de casal, ao lado ¬¬ e abaixo...rs

mas a dor de cotovelo...


sem lamúrias, é isso aÌ




:*

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